Recorrer a financiamento automóvel em Portugal é comum na compra de carros usados. Apesar de representar um custo adicional, em muitos casos permite adquirir um veículo mais fiável, com menos risco de avarias graves e despesas inesperadas.Este guia explica como funciona o financiamento automóvel em Portugal, as diferenças entre crédito automóvel, leasing e ALD, e em que situações cada solução faz sentido, tanto para particulares como para empresas.
Financiar um carro significa recorrer a uma entidade financeira para pagar total ou parcialmente a viatura, devolvendo esse valor em prestações mensais. O custo final depende da taxa de juro, do prazo, do valor financiado.

Valores oficiais disponíveis no Banco de Portugal.
No crédito automóvel tradicional, o carro fica normalmente com reserva de propriedade a favor do banco até à liquidação total. Esta reserva é uma espécie de garantia que o cliente dá, antecipadamente, ao banco e serve para que o banco a possa ativar em caso de incumprimento contratual.
No leasing, a financeira é proprietária do veículo durante o contrato. No final, o cliente pode adquirir o carro pagando o valor residual. O Valor residual é determinado no inicio do contrato e poderá ir dos 2% do capital (valor mínimo) a 30% do capital (valor máximo). Nota: este valor é sempre apresentado no contrato sem IVA e o imposto só é adicionado no final do contrato. Se o IVA no final do contrato for igual ao do inicio, o valor mantém-se. Porém, se o valor do IVA se tiver alterado para cima ou para baixo, o valor a liquidar no final sobe ou desce consoante o movimento do IVA.
No ALD, a renda mensal pode incluir manutenção, pneus, seguro, impostos e assistência. O carro é devolvido no fim do contrato à locadora.
| Objetivo | Melhor opção |
|---|---|
| Ficar com a viatura | Leasing |
| Custos fixos e previsíveis | ALD |
| Frota ou uso intensivo | ALD |
No financiamento automóvel, quantidade não significa qualidade. Esta regra aplica-se de forma ainda mais crítica aos cidadãos estrangeiros.
Por falta de informação ou orientação correta, muitos clientes estrangeiros, na tentativa de obter financiamento automóvel, acabam por enviar a sua documentação pessoal para várias lojas de carros usados e intermediários de crédito. Este comportamento não é recomendável. Para além da exposição desnecessária de dados sensíveis, aumenta o risco de erros no processo e, em casos extremos, de situações de burla.
O problema agrava-se quando essas entidades estruturam pedidos de financiamento em função dos carros que têm para vender, e não da real capacidade financeira do cliente. O resultado é previsível: múltiplas tentativas de crédito mal preparadas, recusas sucessivas e um historial que passa a jogar contra o próprio cliente.
É importante perceber um ponto essencial: uma recusa de crédito não é neutra. Cada tentativa recusada dificulta pedidos futuros, reduz a margem de negociação e afasta o cliente da aprovação que procura.
Para cidadãos estrangeiros, o caminho correto começa sempre por um estudo prévio de viabilidade financeira, antes de qualquer submissão a um banco. São dezenas as variáveis analisadas pelas instituições financeiras, desde estabilidade profissional e rendimentos, até tipo de residência, antiguidade em Portugal, valor do veículo, prazo do financiamento e existência de seguros associados.
Em vez de espalhar documentação de forma descontrolada, a abordagem racional passa por procurar especialistas em crédito automóvel com provas dadas, verificar avaliações públicas, feedback no Google My Business e histórico real de aprovações bem-sucedidas.
No crédito automóvel, especialmente para estrangeiros, menos tentativas bem preparadas valem muito mais do que muitas tentativas mal feitas.
Embora tenha custos, o crédito pode permitir comprar um carro melhor, mais seguro e com menor risco de avarias graves, reduzindo despesas inesperadas.
Incumprimento contratual ocorre quando uma das partes, neste caso o consumidor, não cumpre total ou parcialmente as obrigações assumidas no contrato de financiamento, nos termos acordados e dentro dos prazos definidos.
Num contrato de financiamento automóvel, o incumprimento não se limita ao não pagamento da prestação. É aqui que muitos textos falham.
É o mais comum. Ocorre quando:
Consequências imediatas:
Se persistir, pode evoluir para incumprimento definitivo.
Quando o incumprimento se mantém ou atinge um determinado grau de gravidade, a instituição financeira pode resolver o contrato.
Isto significa:
Em financiamentos automóveis, isto está quase sempre associado à apreensão da viatura, porque existe reserva de propriedade.
Este é o ponto que quase ninguém explica e que é crítico. Mesmo com prestações em dia, pode existir incumprimento se o cliente:
Aqui o banco não precisa de atrasos no pagamento para agir. A violação contratual é suficiente.
Num financiamento automóvel, o veículo é a garantia do crédito. Existe incumprimento quando:
Se a garantia deixa de existir ou perde valor relevante, o banco pode exigir:
Quando existe incumprimento relevante, a financeira pode comunicar a situação à Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.
E isto é sério. Efeitos práticos:
Não é castigo. É registo administrativo automático.
Depois de iniciado um processo de incumprimento:
Por isso, a única atitude correta é agir antes do incumprimento, não depois.
Em carros usados, o risco é maior porque:
Ou seja: perder o carro não significa deixar de dever dinheiro.
Incumprimento contratual num financiamento automóvel não é apenas “falhar uma prestação”. É qualquer violação relevante do contrato, com consequências financeiras, legais e administrativas reais.
É por isso que:
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